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Sexta-Feira, 3 de Setembro 2010
Escrito por José Carlos Silva   

Mira

Assalto a fábrica de mármores
causa prejuízos de 5 mil euros


«Foi gente que conhece os cantos à casa. Isto é obra de malta que sabia ao que vinha». Manuel Grego, sócio gerente da fábrica de mármores e granitos Rosa Branco Simões e Grego, L.da, situada na EN 109, em Cabeças Verdes, Mira, reage, assim, ao assalto perpetrado na sua empresa, sofrendo prejuízos de milhares de euros.

Segundo a descrição do empresário, os ladrões sabiam mesmo ao que iam e o que queriam, revelando conhecer as instalações da fábrica «como as suas próprias mãos».

Seguindo o rasto e os vestígios que deixaram, o proprietário da fábrica diz que «entraram pelo telhado da secção de acabamentos, daqui levaram uma garrafa de gás com maçarico e foram ao portão queimar a fechadura para entrarem no pavilhão da fábrica», conta à nossa reportagem.

Dentro do pavilhão fabril, os amigos do alheio seleccionaram os locais e o material que lhes interessava e desprezaram a maquinaria que estava avariada, revelando conhecer o material que estava inactivo e o que estava em condições de funcionar. Depois subiram ao primeiro andar do edifício e “visitaram” o escritório, vasculhando todas as gavetas à procura de dinheiro que não encontraram. Em cima de uma secretária deixaram uma barra de ferro, que utilizaram para arrombar a porta de uma pequena dependência que serve de refeitório, de onde também não levaram nada.

Depois, conta o empresário, foram ao armazém e carregaram um carro de mão com rebarbadoras, berbequins, lixadeiras, martelos, polidoras, discos de diamantes e levaram tudo, material avaliado «entre os quatro a cinco mil euros». Ao todo terão sido furtadas cerca de 15 máquinas deste tipo de ferramentas, não escapando o próprio carro de mão que as transportou.

A surpresa de Manuel Grego reside no facto de, neste armazém, estarem empilhadas outras máquinas idênticas que, no entanto, estavam avariadas e aguardavam reparação. «Isto só significa que os ladrões sabiam que não estavam operacionais e, por isso, não as levaram», opina o empresário, presumindo que os assaltantes «tinham profundo conhecimento do material existente» e que os autores da proeza poderão estar ligados a este sector de actividade e conhecedores das ferramentas utilizadas.

Esta fábrica de mármores está instalada em Cabeças Verdes, Mira, há 24 anos e já sofreu vários assaltos, o último dos quais há três meses atrás, nos finais de Julho, e na ocasião os ladrões arrombaram a porta principal e levaram, também, variado tipo de ferramentas que até hoje nunca apareceu, tal como nunca foram descobertos os autores dos furtos.

A GNR de Mira tomou conta da ocorrência e o caso passou para a alçada do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) do destacamento territorial de Cantanhede da GNR, que esteve no local a recolher pistas no sentido de chegar à identidade dos assaltantes.

 

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