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Sexta-Feira, 3 de Setembro 2010
Escrito por José Carlos Silva   

Cantanhede 

Bombas de gasolina e
multibanco assaltados

Um assalto à loja de conveniência/escritório das “bombas” de combustíveis da Alves Bandeira, situado na Estrada Nacional (EN) 234, entre Cantanhede e Mira, terá provocado prejuízos de milhares de euros, apurou o Diário de Coimbra no local. Os assaltantes entraram no escritório do posto de abastecimento através do arrombamento de uma janela nas traseiras do edifício, e tinham como alvo principal o cofre da loja, onde estavam guardados o dinheiro do apuro das vendas do fim-de-semana, cheques e documentos. Como no interior do estabelecimento também existe uma máquina ATM, vulgo Multibanco, da Caixa Geral de Depósitos, os larápios não se fizeram rogados e, tal como fizeram ao cofre, rasgaram-na com uma rebarbadora e levaram todo o dinheiro que tinha nas gavetas.

O assalto ocorreu na madrugada de segunda-feira, entre a meia-noite e as 6h30 da manhã, altura em que um funcionário chegou ao local para iniciar o seu turno de trabalho e se deparou com o gradeamento da porta principal da loja também arrombado. No interior deu “de caras” com o cofre com um grande rombo na porta e a máquina Multibanco com um grande buraco e as respectivas gavetas no chão. O funcionário não quis falar à nossa reportagem por não estar autorizado «superiormente», mas um popular, cliente daquele posto de combustíveis, não teve dúvidas em afirmar ao nosso Jornal que os ladrões «entraram por trás e saíram pela frente. Pelo menos é o que dá a entender, uma vez que a janela da traseira é alta e a porta era mais fácil de abrir por dentro».

Os assaltantes, ao que o DC apurou, atacaram o cofre e a máquina ATM com uma rebarbadora e/ou um maçarico e derreteram por completo as fortes paredes de aço, levando todo o dinheiro existente, quer no cofre quer no Multibanco.

Emília Ramiro, responsável dos postos de abastecimento da Alves Bandeira, esteve no local a inteirar-se dos prejuízos mas também recusou adiantar o valor de dinheiro roubado, por um lado por que ainda não tinha quaisquer dados dos prejuízos sofridos, por outro por que é política da empresa não comentar estes casos na comunicação social.

Sentimento de insegurança
O Diário de Coimbra sabe, no entanto, que o cofre do posto de combustíveis tinha valores que poderão atingir vários milhares de euros provenientes do apuro de vendas do fim-de-semana (sexta-feira, sábado e domingo), quer em dinheiro quer em cheques, e a máquina de Multibanco, segundo um funcionário bancário contactado pela nossa reportagem, é normalmente carregada com 15 mil euros, o que neste caso terá acontecido na última sexta-feira.

Ontem, eram alguns os populares e clientes do café/bar existente naquelas instalações da Alves Bandeira que comentavam o assalto, referindo, a grande maioria, o sentimento de insegurança da generalidade dos comerciantes e impunidade dos ladrões «que actuam de uma forma especializada» e, por isso, «dificilmente são apanhados».

O posto de abastecimento esteve encerrado ao público até ao início da tarde, altura em que uma brigada da Polícia Judiciária terminou as diligências tendentes à investigação.

O alerta às autoridades foi dado inicialmente à GNR do destacamento de Cantanhede, que esteve no local a tomar conta da ocorrência e a isolar a área, tal como uma brigada do Núcleo de Investigação Criminal, que acompanhou os inspectores da PJ nas diligências efectuadas no interior r exterior das instalações.

 

Actualizado em ( 2009-07-01 03:11:21 )
 

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